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 “Fazer de conta”, uma forma de evitar as compras por impulso 

21/6/2017

 
Você até pode achar que adquirir um bem é uma fonte de felicidade, mas a ciência mostra que apenas pensar no assunto traz mais alegria

Depois de uma semana estressante no trabalho, do corre-corre da vida familiar, das horas perdidas no trânsito cotidiano, tudo o que a gente quer no sábado e no domingo é nos sentir bem. E tem muita gente achando que dar uma boa volta no shopping center e comprar algumas coisinhas (sempre essenciais, claro) é a melhor maneira de relaxar e ficar contente. Mas antes de correr para as lojas mais próximas, tire alguns minutos para ler os próximos parágrafos: Como Investir está aqui para mostrar que as coisas não são exatamente assim!


Se você acha que ter algo é a única forma de encontrar a felicidade, saiba que a ciência diz exatamente o contrário. Você até pode achar que precisa “ter” um bem – um sapato novo, um celular novo, uma casa nova. Mas a verdade é que muitas vezes apenas a ideia de possuir o objeto já é suficiente para deixá-lo feliz. A conclusão é de um estudo conduzido por Marsha Richins, da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos.

O trabalho foi minucioso. Com questionários e entrevistas, Marsha e sua equipe fizeram três estudos diferentes perguntando às pessoas sobre os sentimentos que elas tinham antes, durante e depois de uma compra. A surpresa: a hipótese de que pessoas mais materialistas – que dão muito valor à posse de bens e produtos – se sentiriam mais felizes ao realizar uma compra se revelou uma meia verdade. O fato é que elas demonstravam mais sentimentos positivos, como alegria e otimismo, enquanto antecipavam uma aquisição – ou seja, quando pensavam no assunto. Mas depois que a compra era feita, esses bons sentimentos se dissipavam rapidamente. Os níveis de alegria e contentamento, por exemplo, chegavam a um nível abaixo daquele que era registrado antes de a aquisição ser realizada.

O estudo americano deixa uma série de lições para os mais materialistas (e para os menos também!). O fato é que ter bens não resolve todos os nossos problemas, para começo de conversa. E acreditar no contrário é sinônimo de se posicionar a um passo do descontrole financeiro. Quem compra coisas por impulso em geral tem pouco discernimento sobre o que realmente precisa ter – e o que apenas quer por alguns poucos minutos. Para as pessoas que fazem isso, uma cena comum é chegar em casa carregados de sacolas e frequentemente nunca nem tirar as etiquetas dos produtos para realmente utilizá-los.

Que tal aplicar as descobertas da pesquisa de Masha para assegurar que seu bolso permaneça no azul? Em um artigo que escreveu sobre o assunto, uma conhecida especialista americana em finanças pessoais, Farnoosh Torabi, deixou algumas dicas. Veja só:

+ Se estiver fazendo compras online, sinta-se à vontade para acrescentar itens e mais itens no seu carrinho. Aproveite! Mas pare por aí. Em vez de digitar o número do seu cartão de crédito, apenas feche a janela do site que estiver visitando. Simples assim! Não pense que você será o único a fazer isso. As estatísticas indicam que cerca de 70% dos carrinhos de compras online são simplesmente abandonados.

+ Se estiver fazendo compras em lojas físicas – num shopping, por exemplo – adote a mesma postura. Olhe, analise os itens e, se quiser, leve até o caixa. Mas antes de pagar, dê um passo atrás. Saia da loja por alguns minutos. Caso os produtos pareçam ser realmente necessários, vale deixar reservados por algumas horas. Dê tempo e espaço para você mesmo. E aproveite que há outras lojas por perto para pesquisar os preços daquilo que você, de fato, precisa comprar.


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