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 O jeito de investir de George Soros, o bilionário que quebrou o Banco da Inglaterra 

26/7/2015

 
Com estratégias ousadas, o estilo Soros de investir traz lições tanto para os investidores que gostam de risco, quanto para aqueles que preferem não perder o sono.

 Antonio Scorza / Shutterstock.com
George Soros é mais um daqueles megainvestidores que vivem nos holofotes do mercado.  Mas, diferentemente de outros, sua fama não é justificada “apenas” pelo fato de ser o 29º homem mais rico do mundo - sua fortuna é avaliada em 24,2 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes. Conta, também, o perfil excêntrico e a história instigante.


Judeu, nascido na Hungria em 1930, Soros mudou-se com a família para Londres em 1947 para fugir da ocupação nazista, onde se graduou na London School of Economics. Em 1956, passou a viver nos Estados Unidos. Lá, ele iniciou sua carreira no mercado financeiro e se consagrou como um dos maiores investidores do mundo. Para completar, em 1992, ele apostou alguns milhões de dólares contra as previsões do banco central inglês de que a libra esterlina se manteria em alta, em uma operação que lhe rendeu um lucro de 1 bilhão de libras em apenas um dia – e a fama de ter sido “o homem que quebrou o Banco da Inglaterra”.

Essa trajetória se reflete no seu modo de investir – ousado e, normalmente, certeiro. Como Investir selecionou cinco frases de Soros que sintetizam algumas de suas principais estratégias de investimento e a tônica de suas decisões. Seja o seu perfil conservador ou arrojado, aproveite para conferir as lições de investimento que permitiram ao bilionário acumular fortuna.



“Se investir é entretenimento, e se você está se divertindo, provavelmente você não está ganhando dinheiro. O bom investimento é chato”

Soros fala sobre uma realidade que quem investe já está cansado de saber: estudar o mercado, escolher as melhores aplicações e acompanhar a evolução dos investimentos não é uma tarefa exatamente divertida. E, se for divertida demais ou envolver outras emoções, algo pode estar errado. Soros é frio e calculista ao investir para evitar que sentimentos o desnorteiem e distorçam seus resultados. Ao agir de forma racional, o investidor passa a enxergar com mais clareza os riscos aos quais está sujeito, não deixando que o otimismo em excesso o leve a arriscar demais.

Por isso, vale pensar duas vezes: talvez aquele investimento chato e monótono pode trazer retornos mais seguros e consistentes do que aquela aplicação que te obriga a tomar decisões todos os dias e está sempre escondendo alguma surpresa.

“Não há nada errado em correr riscos, desde que não se arrisque tudo”

Ainda que seja possível dizer que Soros é quase a personificação da frase “quem não arrisca não petista”, já que ele acumulou boa parte de sua fortuna com operações ousadas, também é certo dizer que ele toma riscos sem tirar os pés do chão. Por essa razão, Soros, assim como outros investidores experientes, sempre buscam diversificar seus investimentos, para que no momento em que uma estratégia se revelar errada, outras possam mitigar as perdas.

“Os mercados estão constantemente em um estado de incerteza e movimento, e se faz dinheiro descontando o que é obvio e superando o inesperado”

Soros é muito conhecido pelo seu perfil agressivo de investimento e por remar contra a maré. Ele criou a teoria da reflexividade, segundo a qual quando os mercados se afastam do equilíbrio, como em um movimento de alta brusca, as próprias atitudes dos participantes contribuem para que esse desequilíbrio seja perpetuado, como um reflexo.

Soros busca identificar esses movimentos de desequilíbrio e a capacidade que eles têm de se retroalimentar.  Assim, ele segue algumas tendências, por mais que elas contrariem teses científicas e fundamentos porque, segundo sua teoria, a própria tendência altera fundamentos e leva a lógica a falhar.

Essa estratégia pode ser bem complexa, afinal não é fácil analisar a capacidade de uma determinada tendência de se perpetuar. Contudo, nos traz um alerta imediato: existem tendências no mercado que nem sempre são razoáveis. É importante raciocinar bastante antes de entrar no investimento sobre o qual todos seus amigos andam comentando.

“A ideia de que você pode realmente prever o que vai acontecer contradiz minha maneira de olhar para o mercado”

Apesar de ter criado a teoria da reflexividade, Soros admite que em alguns momentos da sua carreira não havia processo reflexivo algum em andamento e que em outros ele falhou em achá-los. O megainvestidor diz que frequentemente investia sem ter uma hipótese que guiasse suas decisões e que muitas vezes seus movimentos não eram muito diferentes de uma caminhada aleatória.

Saber que o mercado é imprevisível é uma das principais lições que o investidor deve aprender, tanto para se dar conta de que sua aposta pode dar errado, quanto para entender que é preciso se prevenir e não concentrar todos os investimentos em uma aplicação só.

“Eu só sou rico porque eu sei quando estou errado. Eu basicamente sobrevivi reconhecendo meus erros”  

Se a estratégia de investimentos não está dando certo, dobrar a aposta pode ser um erro, segundo Soros. Ele diz que o investidor não deve ter vergonha de vender um ativo por um valor inferior ao que ele pagou, já que ao insistir em um investimento que não anda bem das pernas a perda pode se ampliar e ser mais dolorosa do que o reconhecimento de que a estratégia estava errada.


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Comentários postados (2)
Por: jp neto em 6/8/2015 às 19:15
Claro que tem Omar. Esse seu pensamento é muito obtuso. Com pequenos valores e juros compostos vc fica rico.
Por: Omar Carregosa em 28/7/2015 às 11:09
Esponencialmente maravilhoso tudo o que foi dito, pena que eu não tenho dinheiro pra seguir os passos deste Homem.
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