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 Você conhece o seu lado investidor? 

27/1/2012

 
Fazer uma reflexão de suas experiências passadas e saber bem quais seus objetivos antes de tomar uma decisão podem ajudar você a não se decepcionar no mundo das finanças.

Quem pensou em aplicar suas economias em alguns tipos de fundos, de 2010 para cá, foi convidado pela instituição financeira a responder um questionário. As perguntas buscam basicamente identificar quais os objetivos de vida e a tolerância ao risco do cliente.

Esse processo, conhecido como API (Análise de Perfil do Investidor), foi criado com o objetivo de alinhar os investimentos feitos no varejo ao momento e expectativas de cada um. “As pessoas são diferentes por sua história de vida e também pela relação que possuem com o dinheiro. Há pessoas que realmente não suportam o inesperado”, afirma o professor da Universidade Federal de Santa Catarina e atualmente consultor do programa Uso Consciente do Dinheiro, do Itaú, Jurandir Macedo.

Autoconhecimento é importante
Para ele, a exigência da API é muito positiva, mas o preenchimento do questionário deve vir junto com uma reflexão do investidor. “É muito importante que cada um se conheça de fato. O simples ato de responder as questões já leva a pessoa a essa reflexão”, explica Jurandir. “Porém a única forma da pessoa se conhecer realmente é na prática. Se você não sabe qual vai ser a sua reação ou quer aprender sobre os investimentos, comece aplicando aos poucos”. (Veja no quadro, que fatores devem ser considerados no momento dessa reflexão).

Já o gerente de relacionamento do Santander Asset Management, Clayton Calixto, orienta o investidor a buscar informações. “Livros e material didático sobre finanças pessoais podem ajudar bastante”, diz. De acordo com Calixto, a pessoa deve levar em conta sua experiência anterior e o horizonte de tempo do investimento que está fazendo. Mas é importante ser realista. “Curto prazo significa intenção de permanecer no investimento cerca de um ano e meio. O longo prazo significa aplicações de 10 a 15 anos”, alerta.


Aplicação dos questionários começou no Private Banking
A adoção da prática do API no varejo, coordenada pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), começou em janeiro do ano passado, após a experiência bem-sucedida com os clientes do Private Banking, aqueles que aplicam mais de R$ 1 milhão. 

Neste segundo semestre, o Comitê de Distribuição de Produtos no Varejo da Associação, presidido por Marcos Daré, decidiu ampliar a aplicação do questionário para praticamente todos os produtos de investimento. “A experiência foi muito boa. Clientes e instituições aceitaram bem a medida, pois entenderam os benefícios que ela traria ajudando a direcionar recursos para os produtos de investimento adequados”, avalia Daré.


Expansão para todos os produtos
A ampliação vai atingir, no próximo ano, todos os fundos de investimento, incluindo os estruturados, como Fundos de Investimento em Participações (FIP) e Fundos Imobiliários, e produtos de tesouraria, como CDBs. Instituições que comercializam produtos de corretoras, incluindo ações e debêntures, têm até o final de 2012 para viabilizar a aplicação do questionário também para esses ativos.

“A ampliação da análise, além de facilitar e aprimorar a tomada de decisões por parte do cliente, também ajuda na estruturação de sua carteira de investimentos”, afirma a vice-presidente da ANBIMA, Denise Pavarina, que completa: “além de identificar o perfil do investidor e mensurar sua aversão a risco, a API ainda permite realizar uma comparação de sua carteira de investimentos atual com a carteira de investimentos ideal ao seu perfil”.



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