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 Para o bem do seu bolso, faça um “trade-off” 

25/4/2017

 
Trocar uma coisa em detrimento de outra pode ser uma boa forma de economizar, mas até isso deve ser bem planejado

Na área da Economia, um termo muito usado para descrever algumas situações é “trade-off” – que significa nada mais do que escolher uma coisa em detrimento de outra. Um país que precisa elevar os juros para conter a inflação faz um “trade-off”. Uma empresa que opta por aumentar o preço de um produto para assegurar um determinado nível de qualidade da matéria-prima também faz um “trade-off”.

Pois saiba que esse conceito também se aplica perfeitamente às suas finanças pessoais. Para ter dinheiro, no futuro, afinal, é preciso deixar alguma coisa de lado no presente, não é mesmo?


Exercitar a arte do “trade-off” pode ajudá-lo a economizar. Você já pensou, por exemplo, em trocar o restaurante em que almoça todos os dias? Se perto do trabalho houver uma opção com comida boa e mais barata, por que não tentar? Você provavelmente perderá na variedade, que será menor, ou na sofisticação de alguns ingredientes. Mas que diferença faz para o seu bolso gastar R$ 20 por almoço, no lugar de R$ 30? Para quem almoça fora de segunda a sexta, são R$ 50 em uma semana. Ou cerca de R$ 200 em um mês. Com esse dinheiro economizado, dá para comprar uma calça nova. Ou fazer um passeio bacana no interior. Ou pagar sua conta de energia elétrica – vai saber!

O educador financeiro Conrado Navarro dá um exemplo prático de um trade-off pessoal. “Sou um grande apaixonado por carros, mas não do trânsito das grandes cidades. Moro no interior e viajo com frequência, portanto o carro é um ativo importante para o meu trabalho. Ainda assim, para economizar tempo e dinheiro, uso meu carro apenas para ir de uma cidade a outra”, conta. Quando chega, para o carro no estacionamento do hotel e vai de um lado para o outro usando serviços de táxi e carros particulares. “Economizo muito nos gastos diários, pois a soma do custo de estacionamento e de combustível é bem maior que as tarifas dos motoristas”, explica. Além disso, como pode seguir trabalhando durante os deslocamentos – já que não precisa dirigir – ganha tempo. E não é pouca a grana extra que consegue fazer desse jeito. “Em 2016, economizei R$ 2.830 com esse expediente, dinheiro que usei para pagar o IPVA de 2017.” É mole?

Em quantos “trade-offs” você consegue pensar rapidamente para aliviar o seu bolso? Você pode passar a frequentar um grupo de corrida ou a fazer exercício ao ar livre, dispensando a academia. Também dá para cancelar a TV a cabo e investir em serviços de streaming de vídeo, muito mais baratos e recheados de boa programação. Dá ainda para espaçar mais as idas ao cabelereiro, por exemplo, ou procurar alternativas de diversão gratuitas na cidade.

Mas como qualquer decisão financeira, os “trade-offs” que você decidir realizar também devem ser estudados e avaliados. Não adianta cortar gastos por cortar. Na verdade, o tiro pode sair pela culatra. “Cortar o cafezinho, uma sugestão comum, não é algo necessariamente bom”, afirma o planejador financeiro André Esteves. Suponha o caso de um profissional liberal que tem na hora do cafezinho uma oportunidade para encontrar pessoas e fazer networking. Eliminar esse gasto seria, na verdade, um grande erro. “Não há razão para, necessariamente, trocar o cafezinho por alguns poucos reais economizados”, explica Esteves.

E você, já parou para pensar nos “trade-offs” que conseguiria fazer na sua vida?


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Comentários postados (2)
Por: jacheline nascimento em 3/7/2017 às 18:08
Uma vez um ex-gerente (formado em direito), me disse que as vezes é necessário abrir mão de uma coisa por algo maior. Eis o "Trade-off", eu fiz, e a recompensa foi a minha faculdade.
Por: Ivanilde Lopes dos Santos em 12/5/2017 às 15:07
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