
As operações de captação das companhias brasileiras por meio do mercado de capitais cresceram significativamente. No acumulado deste ano, até julho, as emissões de renda fixa (dívida) e variável (ações), que totalizaram 64,5%, registraram aumento de 27,5% em relação ao mesmo período de 2009.
Dentre os instrumentos de captação, na renda fixa, o destaque ficou para as debêntures, com volume de R$ 24,6 bilhões no total de 62 operações, nos sete primeiros meses deste ano. As emissões de longo prazo, via debêntures, superam em muito o volume das notas promissórias, que ficou em R$ 8 bilhões em 24 operações. No mesmo período de 2009, o cenário era diferente. De janeiro a julho de 2009, foram emitidas 22 debêntures e 48 notas promissórias, com montantes de R$ 12,3 bilhões e R$ 12,5 bilhões, respectivamente.
Essa diferença mostra que, neste ano, houve um aumento da receptividade do mercado por ativos de renda fixa com prazos mais longos ( debêntures). Ou seja, os investidores estão mais otimistas em relação ao risco das companhias brasileiras. Desde o início de 2010, os prazos médios de debêntures têm apresentado crescimento, alcançando 7,1 anos em julho.
No mercado de ações, as operações followons (emissão de companhias que já negociam ações) lideraram, com R$ R$ 16,3 bilhões até julho deste ano. Nos sete primeiros meses do ano, as ofertas primárias de ações apresentaram aumento de 169% em relação ao mesmo período de 2009, representando 76,4% da captação com ações no ano. De janeiro a julho de 2009, esse total havia sido de R$ 6,9 bilhões, o que representava 33,6% das captações de renda variável.
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