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 No mercado, como no futebol, o segredo é a preparação 

Edição 64 - 5/7/2010

 
“Tem que ganhar o jogo, mas pensar no campeonato”, diz Luiz Augusto Pacheco, analista da Omar Camargo Investimentos


O melhor jeito de pagar suas compras No campo e no mercado, as táticas e estratégias são parecidas. Pelo menos é o que garante o analista financeiro Luiz Augusto Pacheco, da Omar Camargo Investimentos, que falou ao Como Investir sobre investimentos comparando-os ao futebol.
Para início de conversa, o longo prazo deve ser o foco, tanto dos times quanto dos investidores. “O Coritiba ganhou de 5 a 0 do Flamengo no primeiro turno do campeonato brasileiro. O Flamengo foi campeão e o Coritiba foi rebaixado”, queixa-se Pacheco, que é curitibano e torcedor do time que se deu mal. “Com o investidor é a mesma coisa: ter um horizonte de longo prazo e constância nos investimentos é o mais importante”, ensina.
No campo ou nas bolsas, ter um bom ”técnico“ antes de decidir também é aconselhável. “No caso do investidor o técnico é ele próprio, que vai tomar as decisões finais. Você vê a escalação do Dunga para a seleção brasileira, todo mundo reclamando. Mas ele é o técnico e é o responsável por isso, ele monta o time que quiser. Se ganhar ou perder, ele vai arcar com isso”, diz Pacheco.
Mas para auxiliar esse técnico há bastante informação disponível, além de assistentes e preparadores. Com os objetivos traçados para o futuro, informação, conhecimento do seu perfil e boa assessoria, todos estão prontos para o jogo.
O esquema tático vai depender do perfil de cada um. “Time só de Romário – no ataque – não ganha jogo”, diz o analista. “Tem que ter o time completo. Não adianta apostar tudo só no risco ou em um mercado. O ideal é ter ações, títulos de renda fixa, fundos de investimento, etc., mas em função do perfil cada investidor, escolher as modalidades mais adequadas”. Há investidores e técnicos que não conseguem tolerar as perdas. Neste caso acabam compondo uma equipe mais defensiva e uma carteira mais conservadora.
E a torcida, onde entra? É bom lembrar que, quando o time está ganhando, tudo anda a mil maravilhas com o torcedor. Mas se perde um jogo, lá estão as vaias e as críticas da turma. Para Luiz Pacheco, a torcida equivale às emoções do investidor, que sempre podem pregar uma peça se não forem bem controladas. “Não se age pela torcida interna, o impulso, em se tratando de mercado financeiro. Se você armou um bom time e se preparou, é preciso esperar e não deixar as emoções afetarem suas decisões”, afirma.
Por último, mas não menos importante: o investimento é como o Campeonato Brasileiro, onde vale a soma dos pontos corridos, ou seja, todos os jogos têm a mesma importância. “Cada passo é fundamental e a regularidade é sempre bem vinda”.
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