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 Títulos públicos no home broker 

Edição 38 - 27/4/2009 

 
Tesouro Direto fecha parceria com a BM&FBovespa para ampliar o acesso do investidor ao programa de aplicações em títulos públicos.

O Tesouro Direto, programa do governo federal que possibilita investimentos em títulos da dívida pública por pessoas físicas através da Internet, ficará ainda mais acessível. Em conjunto com a BM&FBovespa, o governo incentiva a integração dos sistemas de home broker das corretoras, usados para negociação de ações pela web, com o site do Tesouro Direto. "Estamos apostando muito no potencial dessa parceria com a BM&FBovespa", afirma o secretário adjunto do Tesouro, Paulo Valle.

A medida permitirá que o investidor que já realiza operações no mercado de ações pela internet possa também comprar e vender títulos públicos pelo home broker da sua corretora, sem precisar entrar no site do Tesouro Direto. A proposta é oferecer a opção de aplicação em ativos de renda variável (ações) e renda fixa (títulos públicos) num mesmo ambiente. As corretoras devem começar a oferecer o serviço unificado em outubro.

Para favorecer a unificação dos sistemas (home broker e Tesouro Direto), a bolsa criou um plano de incentivo para as corretoras, já que há custos operacionais. Será desenvolvido um kit de integração tecnológica das duas plataformas, que estará disponível até o final de maio. A segunda etapa prevê a concessão de um subsídio financeiro para dez agentes de custódia que concluírem a integração do sistema no prazo previsto.

A seleção da dezena de instituições que receberá o incentivo financeiro terá como critério: o valor da taxa de administração cobrada (quanto menor a taxa, maior sua pontuação) e a participação do agente no Tesouro Direto e no mercado de renda variável para pessoa física. Se você faz parte do grupo de investidores que têm uma carteira diversificada em ações e em títulos públicos - ou pretendem ter – poderá, em breve, fazer as duas operações pelo home broker.

Mudança na taxa de custódia

Outra medida que também visa a incentivar os investimentos da pessoa física nos títulos públicos já está em vigor. Desde o começo de abril, houve uma mudança na cobrança de taxas de custódia pela BM&FBovespa.

Antes, o investidor tinha que pagar 0,4% ao ano pela guarda dos papéis na Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Agora, a tarifa foi desdobrada. A primeira é a taxa de negociação no Tesouro Direto, de 0,1%, cobrada apenas no momento da compra do papel. A segunda é a de custódia, que passa a ser de 0,3% ao ano, com cobrança proporcional ao período da aplicação e efetuada a cada semestre ou na venda do papel. (Aqui, atenção: nesse tipo de operação há três taxas – taxa de negociação, taxa de custódia e a taxa de corretagem. Para saber os percentuais desse último custo, consulte o valor que cada corretora cobra pelo serviço, no site www.tesourodireto.gov.br).

Com as mudanças na taxa de custódia, os custos finais ficaram menores para o investidor de longo prazo. A partir do segundo ano do investimento, por exemplo, ele paga apenas 0,3% e não mais 0,4% como anteriormente. Depois, o valor vai reduzindo de maneira proporcional ao aumento do período da aplicação.

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Comentários postados (1)
Por: sandro francisco em 2/3/2010 às 15:12
Aonde realizo pesquisa sobre ações, ou seja, tenho ações, não sei em qual empresa, corretores estão ligando para comprar!
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