“O mais importante é poupar. Antes de escolher onde, o que interessa mesmo é conseguir poupar sempre”, ensina a jornalista Aline Lima, colunista de finanças do jornal Brasil Econômico. A cultura de guardar dinheiro vem desde cedo, quando os pais criaram cadernetas de poupança para as filhas pequenas. Ao completarem 18 anos, as irmãs de Aline gastaram tudo, com muita alegria, em roupas. “Eu vi aquilo como estímulo para continuar a economizar, sabendo que um dia iria precisar”.
E precisou: a antiga caderneta de poupança serviu para os primeiros meses em São Paulo, para onde se mudou há dez anos, vinda do Espírito Santo.
Hoje especialista em investimentos de bancos múltiplos, Aline tem acesso a muito mais informação e, claro, sua maneira de investir se sofisticou. Aplica metade dos recursos em um plano de previdência e os outros 50% em títulos préfixados do Tesouro Direto. “Não me considero agressiva, penso nos investimentos em longo prazo”, avalia. Outro componente que pesa em suas decisões é a dedicação. “Para aplicar direto no mercado financeiro, a pessoa precisa se dedica muito e eu não tenho tanta disponibilidade”.
Mas Aline já está de olho no cenário macroeconômico dos próximos meses e anos para, talvez, dar seu próximo passo rumo ao iShares Bovespa Fundo de Índice, que busca obter retornos de investimentos que correspondam, de forma geral, à performance, antes de taxas e despesas, do Índice Bovespa. Afinal, a economia mais madura possibilita o desenvolvimento de produtos de investimento mais sofisticados.