São três os tipos de risco. Eles não existem isoladamente. Estão interligados, e um pode ser consequência do outro. Por isso, é muito importante a escolha da instituição que administrará seu patrimônio. Você deve optar por uma instituição séria, conhecida no mercado pela ética e profissionalismo na prestação de serviços.
- Risco de crédito
- Risco de liquidez
- Risco de mercado
Risco de crédito
É o risco decorrente da possibilidade de a contraparte não cumprir suas obrigações, parcial ou integralmente, diante da data combinada. Desse modo, o risco de crédito consiste não somente em risco de a contraparte ficar totalmente inadimplente com suas obrigações, mas também em apenas poder pagar uma parte de seus compromissos, após a data combinada.
Nesse tipo de risco, o emissor de títulos pode não honrar o principal ou o pagamento de juros. Um investidor aceita um investimento com alto risco de crédito pela compensação de ter uma rentabilidade maior.
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Importante: quando você compra cotas de um fundo de investimento, não está aderindo ao risco de crédito da instituição que administra o fundo. O risco está na carteira, não em quem a administra. Se a instituição na qual você tem investimentos quebrar, você só vai perder a parcela do patrimônio investida em ativos dessa instituição financeira. Vale reforçar que um fundo não pode ter mais que 20% do seu patrimônio investido em papéis da mesma instituição financeira que o administra. Se não houver papéis daquela instituição na carteira, o banco quebra e seu dinheiro continua protegido no fundo. |
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Exemplo: você está aderindo ao risco de uma instituição financeira quando compra CDBs daquele banco, assim como está aceitando o risco de crédito de uma empresa quando compra debêntures daquela companhia. |
Risco de liquidez
O risco de liquidez surge da dificuldade em conseguir encontrar compradores potenciais de determinado ativo no momento e no preço desejado. Ocorre quando um ativo está com baixo volume de negócios e apresenta grandes diferenças entre o preço que o comprador está disposto a pagar (oferta de compra) e aquele que o vendedor gostaria de vender (oferta de venda). Quando é necessário vender algum ativo num mercado ilíquido, tende a ser difícil conseguir realizar a venda sem sacrificar o preço do ativo transacionado.
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Exemplo: algumas ações negociadas na bolsa de valores apresentam baixo volume de negócio e, quando um investidor precisa vender uma grande quantidade dessas ações, acaba causando uma queda em seu preço. Mas isso necessariamente não significa que essas ações serão menos valorizadas. Você pode obter um excelente ganho com um investimento de baixa liquidez, mas deve estar consciente desse risco. |
Risco de mercado
Esse tipo de risco é associado à possibilidade de desvalorização ou de valorização de um ativo (título público ou ação, por exemplo), devido às alterações políticas, econômicas ou em decorrência da situação individual da empresa ou do banco que emitiu o ativo. É a possibilidade de ocorrerem mudanças no valor do seu investimento associadas à notícia ou ao acontecimento que diz respeito direta ou indiretamente à aplicação que você escolheu.
Um exemplo clássico é a bolsa de valores, que tem altas ou baixas em consequência de movimentos favoráveis ou desfavoráveis do mercado.
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Exemplo: quando uma empresa anuncia que fechará o ano com prejuízo, aumenta o número de acionistas dispostos a vender suas ações. Assim como em qualquer outro mercado, se há mais gente querendo vender (mais oferta), o preço cai. |
O risco de mercado é maior nos ativos que apresentam maior Volatilidade nos preços, ou seja, quando há maior oscilação de preço em relação à sua média.