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 Cuidados com as fraudes 

 
 

Proteger-se de fraudes é uma missão possível, especialmente quando o investidor está alerta. O mais importante é lembrar-se de que não existe “negócio da China”: se um investimento parece bom demais para ser verdade, provavelmente algo está errado. Existem alguns tipos de esquemas e fraudes mais comuns, e para se proteger você deve conhecê-los melhor. Assim, poderá identificar situações de risco com mais facilidade. Veja abaixo as fraudes mais comuns no mercado brasileiro:

Ligações sobre investimentos esquecidos

Neste tipo de esquema, uma pessoa entra em contato e informa que você possui ações de uma determinada empresa ou cotas de um fundo de investimento, e então oferece um serviço para “recuperar” o investimento e vendê-lo em seguida. No entanto, para que estes papéis sejam vendidos, você deve pagar um valor antecipado. Este valor pode ser justificado de diferentes formas, como taxa, corretagem ou imposto de renda. Depois de realizado o pagamento, os golpistas desaparecem.

Pirâmide invertida

No esquema em pirâmide, o investidor faz um pagamento inicial e se compromete a buscar outros investidores para entrarem no esquema. Os ganhos não são gerados pela valorização do capital. Os pagamentos aos investidores são provenientes das novas aplicações feitas pelos investidores que entram no grupo. Na prática, cada nível da pirâmide precisa recrutar um número maior de pessoas para que todos recuperem seu dinheiro, o que fica mais difícil com o passar do tempo. Quanto mais tarde o investidor entra no esquema, maiores serão as dificuldades para recrutar pessoas e recuperar o que foi investido. O objetivo da pirâmide é fazer com que apenas os que estão no topo ganhem, enquanto os demais certamente perderão dinheiro.

Ponzi

Este tipo de esquema se parece com a pirâmide, pois os lucros são pagos com recursos dos novos entrantes. A diferença é que o investidor não sabe disso e também não precisa atrair novos membros. Os recursos são entregues a uma pessoa que promete restituir os valores com alta rentabilidade. Mas o seu dinheiro não fica aplicado e não há negócio algum por trás disso. Tanto a pirâmide quanto o esquema Ponzi possuem características comuns, como promessa de rentabilidade atraente, pouco detalhamento dos riscos, sentido de urgência e de oportunidade a ser perdida e período curto de investimento. Estes golpes costumam permitir que o aplique um valor inicial pequeno e depois, tendo sucesso, ganhe confiança e aumente o valor das suas aplicações. O nome deste esquema é uma referência ao ítalo-americano Charles Ponzi, que atraiu clientes com promessa de retorno de 50% em apenas 45 dias, na década de 1920. Um dos esquemas Ponzi mais comentados nos últimos anos foi o do norte-americano Bernard Lawrence Madoff, condenado a 150 anos de prisão.

Oferta irregular de contratos de investimento coletivo

Neste caso, pessoas ou empresas se passam por empreendedores e oferecem ao público a oportunidade de realizar investimentos por meio de contratos de parceria, mas sem registro na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Muitas vezes, essa distribuição pública é acompanhada de promessas irreais de rentabilidade.  O convite é para que se aplique, por exemplo, na engorda de animais ou ainda em outros empreendimentos (produção agrícola, reflorestamento etc.), mas a promessa é falsa.
Em alguns casos os saques dos investidores são pagos com o dinheiro de novas aplicações, funcionando como uma espécie de pirâmide financeira. Quando as retiradas superam as aplicações, o sistema entra em colapso, por incapacidade de honrar os pedidos de saque. No Brasil, um caso famoso foi o do grupo Avestruz Master, que prometia a comercialização de aves, mas nunca chegou a abater nenhum animal. O esquema ruiu em 2005, com prejuízos estimados de R$ 1 bilhão.

Ações de antigos planos de expansão da rede telefônica

Nos antigos planos de expansão da rede de telefones, as pessoas que compravam linhas telefônicas passavam a ter ações das companhias operadoras. No processo de privatização, foi criado um mecanismo para as pessoas venderem estas ações com maior facilidade. As empresas e alguns bancos comerciais criaram convênios, e estes bancos passaram a intermediar a venda destes papéis em grupos de ações. Com o tempo, no entanto, pessoas não autorizadas passaram a oferecer este serviço aos pequenos acionistas.
Isso costuma ocorrer por meio da publicação de anúncios, assédio nas portas de agências bancárias, ou mesmo telefonando para residências para ofercer a compra ou a venda de suas ações. Esta prática é irregular, e os preços de venda destas ações costumam ser muito inferiores aos preços negociados nas Bolsas de Valores. Além disso, podem surgir problemas em função da legitimidade das operações propostas.
 Para conhecer a lista das instituições financeiras autorizadas a negociar ações, acesse a pasta “Cadastro Geral” disponível no site da CVM ou pelo contato telefônico, no número 0800-7225354

Mercado Forex

A operação no Forex envolve a compra de uma moeda e a simultânea venda de outra, com o objetivo de lucrar com as diferenças entre a valorização destas moedas. Apesar de ser um mercado legal, o investidor deve tomar muito cuidado ao fazer operações no Forex porque existem empresas atuando sem autorização, como uma espécie de agente local de corretoras estrangeiras. Isto é ilegal. A oferta costuma vir com a promessa de rentabilidade superior aos demais produtos de investimento existentes no mercado.
A captação de clientes brasileiros deve ser feita por instituições ou pessoas autorizadas pela CVM para executar a atividade. Além de se expor ao alto risco do mercado Forex, o investidor corre o risco de ser vítima de um golpe, pois não tem garantia de que o corretor ou empresa realmente existe. Além de perder recursos, o investidor pode ter seus dados usados sem sua autorização.


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