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 Tentando ser racional 

 
 

Por mais que você tente ser puramente racional em seus investimentos, saiba desde já que nem sempre isso é possível. E não é culpa sua. Todo ser humano é influenciado por emoções e motivações inconscientes, como o medo de perder ou com o desejo de pertencer a um grupo. Apesar de serem naturais, estes comportamentos nos deixam mais suscetíveis a fraudes e a maus negócios, pois comprometem a capacidade de avaliar situações com objetividade.


Outro agravante é que o nosso cérebro tende a procurar atalhos na hora de tomar decisões, procurando os caminhos menos complicados. É uma forma de lidar com o excesso de informação disponível, mas aí podem estar outras armadilhas para suas aplicações.


A seguir estão algumas das tendências de comportamento mais comuns quando o assunto é dinheiro. Fique atento a elas, pois você pode identificá-las na sua vida a tempo de proteger seus negócios.


Acreditar em padrões e tendências


O que é: durante a sua evolução, o homem tirou vantagem ao identificar padrões e tendências na natureza. Foi assim que ele percebeu a existência das estações do ano e planejou melhor suas plantações, por exemplo. Costumamos acreditar que o que aconteceu no passado tende a se repetir no futuro.


Atenção: no mundo dos investimentos, isso não é verdade. Ganhos passados em uma aplicação não garantem ganhos futuros. O mesmo investimento que foi fantástico até ontem poder ser um mau negócio hoje, e vice-versa. Diferente do que ocorreu na história humana, identificar padrões nos investimentos não é a chave para evoluir.

Excesso de otimismo


O que é: temos a tendência de olhar quais são as possibilidades de ganho em uma situação, e dar pouca atenção aos riscos que estão por trás deste potencial. O otimismo sempre foi uma peça importante na sobrevivência da espécie, e por isso é comum deixar de lado a chance de perdas.


Atenção: se um investimento tem alto potencial de retorno, é porque o risco também é elevado. É fundamental analisar tanto o lado positivo quanto o negativo do negócio, sem deixar que o otimismo ofusque os riscos.

Excesso de autoconfiança


O que é: as pessoas gostam de si mesmas e se valorizam. Portanto, pensam que suas decisões estão corretas e são as mais adequadas.


Atenção: nos investimentos, a tendência é achar que temos habilidade de obter resultados acima da média, e que nossas informações são mais confiáveis e melhores que as dos demais. Na prática, isso não acontece. É preciso ter em mente que estamos sujeitos a erros, e por isso é importante basear as decisões em fatos objetivos, e não apenas no próprio “faro”. A humildade também pode ser muito útil na hora de rever estratégias e previsões, o que é importante para um investidor ser bem-sucedido.

Dificuldade de pensar no longo prazo


O que é: temos uma espécie de filtro inconsciente que nos leva a preferir aquilo que nos agrada, e queremos que isso ocorra no curto prazo. Por isso é tão difícil fazer uma dieta alimentar: é preciso abrir mão do prazer imediato em nome de um benefício que só será desfrutado no futuro.


Atenção: nos investimentos, também temos tendência de buscar o retorno rápido, relegando os fatos que nos desagradam ou vão contra nossos desejos e expectativas. O ideal é observar os investimentos com maior objetividade e estar disposto a colher frutos também no longo prazo.

Acreditar em histórias bem contadas


O que é: historicamente, o conhecimento humano foi transmitido oralmente de geração para geração. A invenção de calculadoras e computadores é muito mais recente, e por isso ainda hoje damos muito peso a histórias bem contadas, enquanto evitamos prestar atenção em números.


Atenção: não deixe que uma história bem contada interfira na sua capacidade de compreender os riscos do negócio e de analisar os perigos de fraude. Uma boa história é aquela que seduz o investidor, apelando muitas vezes para as suas emoções. Levado pela sucessão de acontecimentos narrados, o investidor pode não notar algumas contradições. Histórias bem contadas costumam ser mais centradas em seres humanos e nem tanto em questões econômicas. Podem parecer convincentes, mas não ter fundamento, ou incluir perigos que você não está disposto a correr. Por isso, junto com bons argumentos, o bom vendedor deve apresentar também informações concretas, números e evidências que comprovem as chances de sucesso do negócio.

Querer seguir os demais


O que é: temos necessidade de agir conforme o grupo. Sentimos que isso simplifica a tomada de decisão, pois pensamos: se todos estão fazendo algo, é porque deve haver alguma razão para isso. É o conhecido “efeito manada”, quando todos vão para o mesmo caminho sem saber o motivo.


Atenção: antes de entrar em um investimento, não pense que os demais já tomaram todas as precauções necessárias. Faça você mesmo a sua avaliação sobre a segurança do investimento e de seu potencial.

Apego ao que é familiar


O que é: tendemos a preferir investimentos sobre os quais já ouvimos falar. Independente da situação do mercado ou do ativo, pensamos que algo deve ser um bom negócio só porque é familiar.


Atenção: é preciso conhecer os fundamentos de um investimento antes de tomar uma decisão. O fato de ele ser conhecido, por si só, não é nenhuma garantia.


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