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 Títulos Públicos x Poupança e Fundos de Investimentos  

 
 


Os três instrumentos (poupança, fundos referenciados DI e os títulos públicos) são produtos muito utilizados pelos investidores no mercado de renda fixa. São distribuídos pelas instituições financeiras, especialmente bancos comerciais e no caso dos títulos públicos são de fácil acesso pelas pessoas físicas em geral pelo site do Tesouro Direto, mas requerem a intermediação de uma instituição financeira cadastrada no sistema.

A poupança rende 70% da taxa Selic mais TR, quando a Selic é igual ou menor que 8,5%, e 6% mais TR ao ano, quando a Selic for maior que 8,5%. Seu rendimento é isento de imposto de renda. 

Outra opção de investimento são os  fundos referenciados DI. A rentabilidade desses fundos acompanha a oscilação das taxas de juros, pois suas carteiras são compostas de títulos que são atrelados às taxas diárias de mercado com baixo risco de crédito. Normalmente, estes fundos possuem títulos públicos pós-fixados em suas carteiras e são adequados em um ambiente de elevação da taxa básica de juros.

Vale lembrar que antes de aplicar num fundo, o investidor deve consultar as taxas de administração e, assim como em qualquer outro produto, verificar se ele está adequado ao seu perfil.

Um outro fator importante a ser avaliado, para quem investe nos fundos de investimento e títulos públicos, é o imposto de renda. Nos fundos de renda fixa o IR incide semestralmente, o chamado “come-cotas”, e no momento do saque (quando o investidor paga a diferença entre o IR total devido e o que já foi recolhido pelo come-cotas). No longo prazo, o efeito dessa “antecipação” de IR é relevante. Já no caso dos títulos públicos, o investidor paga quando recebe algum rendimento ou quando resgata o título. Os títulos públicos não têm o come-cotas semestral como nos fundos de investimento.

Caso o investidor tenha disponibilidade de investir por mais longo prazo, uma opção seria investir em títulos púbicos de prazos longos, para permitir que o imposto de renda atinja o menor percentual: 15% sobre os rendimentos,  em investimentos superiores a 2 anos.


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